A FNE tem vindo a identificar como uma das questões mais problemáticas que se levantam aos docentes portugueses o nível de permanência a que hoje estão obrigados nas suas escolas, em tarefas que se revelam muitas vezes redundantes e portanto inúteis. E esta é apenas uma das variáveis daquilo em que se traduz o que temos identificado como uma inaceitável sobrecarga de trabalho que tem vindo a recair sobre os docentes portugueses e que importa eliminar, em nome da garantia de que estes disponham do tempo que lhes exige uma intervenção profissional de qualidade, e também do inultrapassável direito ao tempo de vida pessoal.
No entanto, esta preocupação não enjeita a consciência de que as responsabilidades profissionais dos docentes não se resumem no nosso tempo à dimensão instrutiva da escola, e que elas se ampliaram porque a própria responsabilidade da escola e dos seus profissionais aumentou e se diversificou.
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