
Parque escolar requalificado continua a ser reivindicação de pais e professores
Turmas mais pequenas, escolas com melhores condições e o alargamento da rede pré-escolar continuam a ser reivindicações dos professores, pais e partidos da oposição, enquanto o Governo garante já as estar a concretizar.
Em Julho, o Governo lançou o Programa de Apoio ao Alargamento da Rede de Educação Pré-Escolar, especialmente orientado para os concelhos que apresentem uma taxa de cobertura inferior à média nacional, com o objectivo de atingir em 2009 os 100 por cento de cobertura para as crianças com cinco anos.
Segundo dados do Ministério da Educação, frequentam em média o ensino pré-escolar 77 por cento das crianças entre os três e os cinco anos, sendo de 93 e 94 por cento a média para as crianças de cinco anos.
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Contactada pela agência Lusa, uma fonte do Ministério da Educação adiantou, por escrito, que "não há previsões" de mais encerramentos, sublinhando que "o grosso do movimento está feito".
"O reordenamento da rede escolar está lançado e tem nos novos centros escolares o mais recente factor de racionalização", acrescentou a mesma fonte.
O presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP), Albino Almeida, espera que este ano lectivo marque o arranque de muitos centros escolares, que estão já estão assinados com o Governo.
"Os centros escolares incluem uma coisa que nos preocupa muito que é uma oferta para o pré-escolar", disse à Lusa Albino Almeida, defendendo que é necessário chegar "rapidamente a uma cobertura de 100 por cento da oferta pública".
A modernização do parque escolar, a nível do Ensino Secundário, também faz parte de um programa do Governo, que teve início em Março de 2007, e visa requalificar e modernizar 330 escolas até 2015.
Este ano lectivo, segundo dados do Governo, 116 milhões de euros comparticiparão um total de investimentos na ordem dos 209 milhões de euros para obras de requalificação de 26 escolas secundárias.
Estes anúncios não deixam a deputada do Bloco de Esquerda Ana Drago mais tranquila, considerando que o Governo não consegue resolver o problema das infra-estruturas no ensino secundário, o que se reflecte em escolas sobrelotadas e turmas cheias.
Para o deputado do CDS/PP, José Paulo Carvalho o anunciado alargamento da rede do pré-escolar e a requalificação das escolas são "medidas positivas se o Governo as conseguir desenvolver e pôr em prática".
"Já estamos habituados a muita propaganda que depois não se concretiza", comentou o deputado centrista.
A Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE) espera que o novo ano lectivo seja uma oportunidade de "reforço da qualidade da educação", que consiste em "condições de trabalho nas escolas para os alunos, professores e trabalhadores não docentes", o que passa pela redução do número de alunos por turma.
"A dimensão das turmas deve ser ajustada de forma a permitir um apoio individualizado, essencial para que o sucesso escolar possa ser garantido pelos professores", avançou à Lusa o secretário-geral da FNE, João Dias da Silva.
Segundo o dirigente da FNE, no ano lectivo passado 38 por cento das turmas do 9º ano tinham entre 24 e 28 alunos, o que, sublinha, é "demasiado num ano de exames, de fim de ciclo, que determina sucesso ou insucesso escolar".
Os espaços onde as aulas decorrem constituem outra preocupação para a FNE, observando que ainda há um "número excessivo de escolas", nas grandes áreas metropolitanas, que estão "sobrelotadas" e que há aulas que terão de ser dadas em "bibliotecas e cantinas, o que é "inaceitável".
A agência Lusa tentou obter um comentário do PSD, mas não obteve resposta em tempo útil.
Lisboa, 15 Set (Lusa) - HN.
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