Negociação suplementar - Fesap
6 de Dezembro de 2007
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Negociação suplementar
Governo inflexível afirma que existem pensionistas que nem sequer pagam medicamentos

Em reunião com a FESAP, no âmbito da negociação suplementar, o Governo manteve hoje a sua proposta inicial de 2,1% para os aumentos dos trabalhadores da Administração Pública.


Não obstante existirem já sinais de que os valores previstos pelo Governo para a inflação esperada estão errados, nomeadamente tendo em conta dados da União Europeia e do Banco de Portugal que apontam para uma inflação de 2,4%, para 2008, o Secretário de Estado do Orçamento reiterou exactamente a mesma proposta apresentada na primeira reunião deste processo negocial, voltando a ignorar a tentativa de aproximação da FESAP por intermédio da apresentação de uma contraproposta.

O Governo insiste em olhar para os trabalhadores da Administração Pública como meros números e instrumentos de combate ao défice, ignorando completamente a crescente deterioração das suas condições de vida e de trabalho.


Mais uma vez, e ao contrário do que prometeram o Primeiro-Ministro e o Ministro das Finanças, os trabalhadores da Administração Pública não vão recuperar poder de compra, sendo mais que previsível que 2008 será mais um ano de perda. Esperemos que, tal como foi dito por Teixeira dos Santos, os aumentos para 2009 contemplem o desvio que certamente se verificará entre a inflação esperada e a verificada.

A FESAP não pode deixar de criticar esta atitude de inflexibilidade, muito menos quando se depara com um Executivo que considera que os 2,4% de aumento das pensões mais baixas é um feito que todos devíamos saudar, considerando que é uma medida que melhora em muito a vida das pessoas!
Foi com enorme estupefacção que a FESAP ouviu o Secretário de Estado do Orçamento afirmar que o Governo prossegue uma rigorosa e justa política social e que, entre outras coisas, existem inclusivamente pensionistas que têm comparticipações a 100% nos medicamentos.


A FESAP desafia o Executivo a revelar quem são essas pessoas e a demonstrar de que forma a política seguida nesse e noutros sectores resultou numa melhoria das condições de vida dos trabalhadores e pensionistas da Administração Pública, a quem apenas resta uma dúvida: a de saber quanto mais tempo demorará esta Era Glaciar.


A Greve do passado dia 30 de Novembro e o apoio e a compreensão que esta mereceu por parte dos cidadãos, foi a prova de que os trabalhadores estão unidos e que não baixarão os braços na defesa dos seus direitos.

 


Lisboa, 5 de Dezembro de 2007
Nota de Imprensa - FESAP


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